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Outubro Rosa e a importância do autocuidado

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Chegou outubro e com ele um assunto muito importante na área da saúde: a conscientização sobre a prevenção e diagnóstico do Câncer de mama representado pelo slogan já bem conhecido Outubro Rosa. Apesar de ser uma doença que acomete mais o público feminino é um assunto de estrema importância para todos.

A informação é o primeiro passo para reduzir cada vez mais os casos, por isso, reunimos junto ao Hospital Santa Paula algumas dicas para se prevenir:

Visitar regularmente um médico

A principal forma de detecção precoce do câncer de mama é a visita ao médico regularmente, além da recomendação de mamografia anual para mulheres acima de 40 anos.

O autoexame é importante, mas não substitui a mamografia, uma vez que só permite a percepção do tumor quando tem um tamanho que permite ser palpável. O ideal é ter o diagnóstico em fase inicial, ainda assintomático. O autoexame deve ser realizado cinco a 10 dias antes ou depois da menstruação, período em que o corpo da mulher já não estará alterado em decorrência do período menstrual.

Ficar atenta aos sinais

Os principais sinais da doença na fase sintomática são:

Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
Alterações no bico do peito (mamilo);
Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
Saída espontânea de líquido dos mamilos.
(Fonte: INCA)

Ao descobrir a doença

A descoberta de um câncer de mama é sempre um momento de aflição para a paciente. No entanto, as modalidades de tratamento avançaram consideravelmente nos últimos anos. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de cura. No caso de evidências de metástases, o tratamento tem por objetivos principais prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida da paciente.

Tipos de tratamento

Entre as possibilidades estão o tratamento local, com cirurgia e radioterapia, e o tratamento sistêmico, com quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

Segundo o oncologista Tiago Kenji, do Hospital Santa Paula, a mastectomia (retirada da mama) assombra a maior parte das pacientes. “É absolutamente compreensível que a paciente seja acometida por um turbilhão de sentimentos como medo, revolta, incertezas, negação e, na maioria das vezes, a depressão. Por essa razão, o suporte psicológico é fundamental para trabalhar a adaptação da paciente ao tratamento e suas consequências, assim como os familiares”, explica.

Nos últimos anos, os tratamentos para o câncer de mama apresentaram diversas evoluções e estão cada vez mais personalizados ao tipo de tumor e a paciente. As terapias podem ser divididas em dois tipos:

Local: atuam precisamente sobre o câncer, não afetando outras partes do corpo. Neste tipo, se enquadram: cirurgias para retirada do tumor em fase inicial e radioterapia para controle e prevenção da reincidência do câncer.
Sistêmica: atuam diretamente na corrente sanguínea, atingindo as células tumorais do corpo inteiro. Neste tipo, se enquadram: quimioterapia, para a destruição, diminuição ou controle do câncer; terapia hormonal, para impedir os hormônios de aumentarem as células cancerígenas; e terapia-alvo, anticorpos que atuam nas proteínas presentes nas células tumorais.

Buscar acolhimento

Com o objetivo de oferecer um serviço de interação entre pacientes oncológicos como uma extensão ao tratamento feito no hospital, a gerente de marketing Paula Gallo, do Hospital Santa Paula, participou de muitas reuniões com médicos e pacientes para entender suas necessidades.

“Notei que os pacientes têm uma interação muito forte. Os que estão em tratamento há mais tempo sempre procuram dar força para os recém-diagnosticados. Trata-se de uma característica comum entre eles, esta troca constante e os laços de amizade que se formam na espera do consultório, na quimioterapia e na radioterapia. Isso também é muito comum entre os familiares e acompanhantes”, explica Paula.

Pensando nisso, o Hospital Santa Paula implementou alguns programas de apoio ao paciente. São eles:

Lenços Que Unem

A Campanha “Lenços Que Unem” traz consigo a força da solidariedade além da beleza estética. A ideia é promover a conectividade entre mulheres que carregam consigo o poder da superação, devolvendo a autoestima e a confiança através da troca de experiências e sentimentos.

A simbologia do lenço carrega consigo o sentimento de carinho, solidariedade, amor, que além de presentear, apoia e fortalece a mulher estabelecendo uma relação madura e real com sua beleza.

Foi em conversas com essas pessoas que desejam fazer pedidos e doações que surgiu a ideia do Banco de Bonés. Os pedidos foram surgindo para maridos, filhos e amigos mostrando a importância também para o homem na relação com sua beleza.

Hoje o projeto Lenços Que Unem com apoio da Rede Coneccte atende mulheres e homens com doações de lenços e bonés de todo o Brasil e exterior. O projeto une pessoas que desejam doar àquelas que desejam receber. Sob a forma de lenços, o projeto do Hospital Santa Paula distribui solidariedade, apoio e carinho às mulheres nas mais diversas localidades.

Existem postos fixos para coleta de lenços em perfeito estado nas dependências da instituição para serem encaminhados à mulheres que perderam o cabelo por conta do tratamento contra o câncer.

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