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Tailândia – 10 dicas para começar a planejar a sua viagem

Por do sol em Koh PhiPhi dest

Hoje temos mais um post sobre a Ásia, Larissa Baptista nossa amiga que ama o destino nos mandou um manual completo com tudo que você precisa saber antes de começar a planejar a sua viagem.

 

1. VISTO E VACINA DE FEBRE AMARELA

Brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia (para até 90 dias), mas a vacina de febre amarela é imprescindível!
Assim que chegar na Tailândia, seja no aeroporto internacional ou no antigo aeroporto de Don Mueang procure as placas de “Health Control” (será bem fácil encontrar) antes de tentar passar pela imigração.
Especialmente no aeroporto internacional, se você não passar pelo health control antes de passar na imigração (que tem uma baita fila) terá que passar pelo controle de sanidade e ter que encarar mais uma vez toda a fila. A primeira vez que entrei na Tailândia a fila da imigração era imensa, então imagina ter que passar por essa fila duas vezes só pelo descuido de não passar antes pelo Health Control. Por isso para evitar uma dorzinha de cabeça logo de cara, não esqueça dessa dica 😉

Barco em Koh PhiPhi

Barco em Koh PhiPhi

2. MOEDA E CÂMBIO

Na Tailândia a moeda é o Thai Baht.
O ideal é levar dólares ou euros para lá. Eu sempre vou trocando aos poucos a moeda, assim não corro o risco de pegar uma taxa muito baixa.
Importante: leve notas grandes ($ 100 ou $ 50) porque a cotação varia também conforme o valor da nota e todas as casas de câmbio/ bancos tem cotações melhores para notas de 100 dólares. Deixe as notas menores ($ 20, $ 10, $ 5 e $ 1) em casa ou use-as apenas em compras no aeroporto.

Como a Tailândia é muito turística, em todos os lugares têm casas de câmbio. Os bancos também fazem câmbio, mas a cotação costuma ser menor do que as casas de câmbio. As melhores conversões são em Bangkok (região da Kao San Road) e Phuket (Patong Beach).

Nas ilhas a conversão é sempre menor, então considere já trocar mais dinheiro nas cidades maiores. De toda forma trocar os dólares ou euros em qualquer cidade/ ilha turística é bem tranquilo.
Hotéis e restaurantes no geral aceitam cartão de crédito/ débito, mas é bom ter sempre dinheiro já que muitos restaurantes só aceitam dinheiro. Em todo lugar tem caixas eletrônicos (ATM) que aceitam cartões internacionais e é possível fazer o saque já na moeda local

3. COMIDA

Assim como em muitos lugares no sudeste asiático, a população no geral não cozinha muito em casa, porque é muito barato comprar comida pronta na rua ou no mercado.
Os lugares mais baratos são as barraquinhas de rua e as praças de alimentação dos shoppings (food court). No 7 Eleven (loja de conveniência que tem em todo lugar) tem muita comida pronta e alguns sanduíches (cerca de 30 Baht – menos de 1 dólar), que eles esquentam na hora e salvam a fome (é bem fácil encontrar – tem sempre um estrangeiro com ele na mão – e com certeza em algum momento da viagem você se deparará comendo um sanduichinho desses).
Nos restaurantes em geral a comida não é cara e tem opção para todos os tipos de paladar.
Para quem não quer se atrever a experimentar a comida tailandesa (eu não faria isso), tem muita opção de comida ocidental (“western food”). Resumindo, comida nunca será um problema na Tailândia, mesmo para aqueles com mais restrições alimentares.
Insetos não são um prato comum e os insetos que são vendidos na Kao San Road, em Bankok, são só para turistas tirarem foto. Aliás, eles cobram 10 Baht para tirar a foto dos insetos expostos (por isso não tenho nenhuma foto para ilustrar aqui).

Banana pankake (em barraquinha na rua) / Mango sticky rice (no mango Garden em PhiPhi)

Banana pankake (em barraquinha na rua) / Mango sticky rice (no mango Garden em PhiPhi)

Não deixe de experimentar: phad thai (clássico! É sempre uma delícia e os preços variam entre 30 Baht – na rua – até 150 Baht, em restaurantes na beira da praia), mango sticky rice (uma “sobremesa” de arroz doce com leite de coco e manga, é muito bom), a panquequinha de banana com nutella (tem em toda esquina dos lugares mais turísticos), os shakes de frutas (suco batido com muito gelo que alivia MUITO os dias mais quentes), frutos do mar grelhados (sempre frescos), os “currys” (Red Cury, Green Cury, Massaman Curry) com frutos do mar, que são feitos de pasta de curry, leite de coco ou água, frutos do mar, legumes e ervas e papaya salad (ou som tam) que é uma salada com especiarias e tem como ingrediente principal mamão verde (não tem gosto nenhum de mamão), tem que pedir com pouca pimenta ou virá com MUITA, mas MUITA pimenta.

Banana pankake (em barraquinha na rua) / Mango sticky rice (no mango Garden em PhiPhi)

Banana pankake (em barraquinha na rua) / Mango sticky rice (no mango Garden em PhiPhi)

4. BEBIDAS ALCOÓLICAS

A Tailândia é um país Budista e por isso o consumo de álcool é controlado. Em muitos mercados a venda de bebida alcóolica só é permitida das 12:00 às 14:00 e das 17:00 às 24:00.
Nos restaurantes essa regra não existe e nas barracas que vendem os “buckets” (balde com bebida) também não.
Nos mercados a garrafa de 600 ml de cerveja custa cerca de 55 Baht e nos restaurantes entre 100 Baht e 120 Baht; é o preço da cerveja é quase o mesmo preço da comida.

Detalhes no Grand Palace

Detalhes no Grand Palace

Vista na trilha para long beach, em Phi Phi Islands

5. GOLPES

A Tailândia é um país seguro e no geral não há com que se preocupar mas é bom estar atento com quem quer tirar vantagem dos turistas.

Golpe do tuk-tuk (templo fechado)

Nas duas vezes que estive em Bangkok nos arredores do Grand Palace tentaram aplicar esse golpe – em uma das vezes alertei um turista e fui xingada pelo cara que estava tentando aplicar o golpe (cuidado!).
Bom, o golpe é o seguinte: o táxi ou tuk tuk vê que você está tentando ir a algum templo específico (Grand Palace é o mais comum) e ele dirá que este templo está fechado por qualquer razão (uma das vezes disseram que era feriado local e na outra que era sábado e só abriria às 14 horas). Se isso acontecer agradeça e procure outro motorista ou continue andando em direção ao templo.
Este golpe é bem simples: vão oferecer para te levar a algum outro templo, mas na verdade o tuk tuk te levará a vários lugares pouco interessantes (lojas,
restaurantes ou agências de turismo) com o intuito de ganhar comissão se você gastar nestes lugares.
Um grande amigo meu caiu nesse golpe em Bangkok e foi parar em lojas de terno e jóias!

TukTuk

TukTuk

Golpe no ping pong show

Primeiro, já ouviu falar em Ping Pong show?
O Ping Pong Show é voltado para o público adulto e consiste em várias apresentações em uma casa de prostituição com mulheres fazendo bizarrices com a vagina. O que elas fazem tem muito a ver com a técnica que fortalece a musculatura vaginal, o pompoarismo. Dentre tantas “atrações” a mulher consegue jogar bolinhas de ping pong pela vagina, daí o nome da atração.
Onde tem rua da luz vermelha tem Ping Pong Show, vale para Pattaya, Phuket, Krabi e Bangkok. A prostituição é uma atividade ilegal na Tailândia, logo os Ping Pong Shows estão “camuflados” e são indicados pelos “promoters” que ficam na rua abordando e oferecendo aos turistas a atração, com um “menu” com as atrações envolvidas.
O golpe mais comum é justamente o que tentaram nos aplicar em Phuket:
Os promoters ficam na rua dizendo que o show é de graça e que só é preciso consumir qualquer coisa na casa.

Bom, depois de várias cervejas na Bangla Road, em Patong Beach, passamos por um (dos muitos) promoters que estavam indicando o PingPong show e resolvemos entrar. O promoter então nos acompanhou por alguns metros ali na rua mesmo e entramos em uma casa de show.
Eu já sabia que poderia ter algum golpe e antes de qualquer coisa fui até o bar e peguei o cardápio: uma cerveja long neck nacional (que é a bebida mais barata) custava 900 Baht, ou seja, um pouco mais de 100 reais (cotação em 2019); em qualquer bar-restaurante a cerveja varia entre 60 Baht e 120 Baht. Depois desse choque, antes que resolvessem me cobrar qualquer coisa de uma maneira não muito amigável, saímos da casa e não chegamos a ver nada do show. O lugar não é nada especial: é meio vazio com alguns estrangeiros sentados nas cadeiras espalhados pelo salão aguardando a apresentação das moças, também não é animado e sequer me despertou curiosidade pelo show efetivamente depois que estava lá dentro.

Logo, minha única dica é: nem perca tempo e dinheiro indo nesses lugares e fomentando esse tipo de turismo.

Taxi sem taxímetro

Em Bangkok os táxis devem usar o taxímetro (e o valor costuma ser menor que o cobrado nos tuk tuks), mas para os estrangeiros (especialmente se você estiver tentando pegar um taxi na região da Kao San Road) o motorista irá querer fazer um valor fechado para a corrida. Ou seja, sempre que for pegar um táxi peça para ele ligar o taxímetro e nunca comece a conversa com “quanto é até tal lugar”. Se o motorista insistir em não ligar o taxímetro procure outro táxi.

Wat Pho

Wat Pho

Wat Pho

Wat Pho

Golden Buddha

Golden Buddha

Roupas adequadas para os templos

Sempre que for a um templo pesquise o traje correto para usar no local e se eles emprestam ou alugam saias, calças e camisas com manga. Normalmente nos templos é exigido que os ombros e joelhos estejam cobertos.
Não é bem um golpe, mas na frente dos templos costumam ter pessoas vendendo calças e blusas por um valor muito superior ao que realmente valem e muitas vezes no próprio templo é possível alugar as roupas adequadas (inclusive sem custo, apenas com um depósito de garantia).

6. MUAY THAI

Enquanto no Brasil o esporte nacional é o futebol, na Tailândia o esporte nacional é o Muay Thai, ou boxe tailandês.
Desde pequenas, muitas crianças treinam com o objetivo de se tornarem grandes lutadores, sair da pobreza e quem sabe poder ajudar a família.
Em Bangkok dá para assistir as lutas no Lumphini e no Rajadamnern. O Lumphini é um estádio mais novo e como fica mais distante dos principais pontos turísticos da cidade acabei não assistindo nenhuma luta lá.
Já o Rajadamnern está a uma curta distância à pé da Kao San Road e assisti lutas lá das duas vezes que estive na Tailândia. Os preços variam entre 1.000 Baht e 3.000 Baht. O lugar mais barato (esse ai da foto) já é perto o suficiente
para assistir as lutas, já os lugares intermediários é onde ficam os tailandeses fazendo apostas e o lugar mais caro só tem turistas.

Rajadamnern

7. KRABI OU PHUKET?

Muito provavelmente se você cogita ir até a Tailândia, com certeza tem a intenção de passar em Koh PhiPhi, ai surge a dúvida, ir e voltar por Krabi ou por Phuket?
Eu, sem sobra de dúvidas, escolheria ficar em Krabi (na verdade em Ao Nang ou Railay) e não em Phuket.

bangla road, Phuket

Bangla road, Phuket

E porque não escolher Phuket?

A prostituição é um fato na Tailândia e atrai milhares de homens, principalmente de senhores europeus. Me hospedei em Patong Beach, em Phuket, região bem turística e com vida noturna agitada e na rua principal, Bangla Road, é cheio de bares e pessoas na rua oferecendo o Ping Pong Show, mas o problema é que a prostituição está presenta o tempo todo: nos bares, na rua, nas casas de massagem.
Fora a questão toda da prostituição, a praia de Patong não tem nada de especial, é só uma praia urbana comum. As praias de Karon ou Kata, que estão próximas de Patong, também são praias urbanas e para “pegar praia” são muito melhores (e mais limpas) que Patong; elas se parecem com algumas praias de grande extensão no litoral norte paulista e é a região preferida dos russos (muitas placas estão inclusive escritas em russo, no alfabeto cirílico).

E porque escolher Krabi?

Ao Nang e Railay, praias na região de Krabi, são calmas, dá para fazer tudo à pé e têm um centrinho charmoso e aconchegante.
Me hospedei em janeiro de 2017 em Railay e recomendo, é uma praia tranquila e rodeada de altos paredões rochosos que formam aquele cenário clássico da Tailândia. Railay Beach está na província de Krabi, mas não é possível chegar
de carro, apenas de barco. Em Railay as praias são lindas (na verdade só existem 3 praias), dá para fazer tudo à pé a uma curta distância e ainda tem cachoeira, escalada e trilhas.
Meus pais estiveram em Ao Nang em janeiro de 2019 e amaram. Então para quem não tem muito tempo de viagem e precisa optar entre passar por Phuket
ou por Krabi eu ficaria em Krabi (mais especificamente em Railay Beach e não em Krabi Town).

Railay Beach

8. BAGAGEM

Muita gente vai ignorar essa dica, mas vai por mim, é muito melhor viajar “mais leve” e isso vale para qualquer lugar e não apenas para a Tailândia.
Bom, a Tailândia é sempre quente, então você não vai precisar de roupas pesadas. Durante a maior parte do tempo você estará usando camisetas, shorts, roupas de banho e chinelo.
Viajar sem mala despachada fará com que a viagem seja mais barata e facilitará a locomoção.
Nos trechos domésticos de avião (ou mesmo para outros destinos no sudeste asiático) a melhor opção vai ser com cias aéreas “low cost”, ou seja a passagem costuma ser barata, entretanto há custo para qualquer serviço extra, dentre eles o de despachar a bagagem. Sem
bagagem não há esse custo extra que as vezes acaba por não compensar o deslocamento de
avião (ao invés de barco/ ônibus/ trêm).
Já nos trechos de barco não há problemas com quantos quilos há na bagagem, mas normalmente é mais simples o mochilão ou uma mala pequena para chegar e sair do píer (nas ilhas pequenas o píer é só uma passarela até a areia), para colocar no barco, chegar até o hotel etc.
Se quiser trazer “bugigangas” de volta na mala, o ideal seria então marcar a volta por Bangkok e deixar as compras para os últimos dias. Lá vende de tudo – inclusive uma mala extra, se não couber mais nada na malinha de mão – e é barato.

9. ATRAÇÕES A SEREM EVITADAS

Animais

Na internet vejo muita gente em “atrações” que envolvem crueldade e maus-tratos com animais, tais como visitar elefantes, tigres etc, via de regra por puro desconhecimento. Eu mesma há muitos anos já estive em lugares que posteriormente descobri que exploravam animais e hoje em dia pesquiso muito antes para não contribuir com isso.
A Tailândia concentra algumas destas “atrações”. Em muitos lugares há exploração de elefantes e em junho de 2016 o Templo dos Tigres, em Chiang Mai, foi fechado após a descoberta de 40 filhotes de tigres mortos em um freezer, peles de tigres adultos e pingentes feitos com dentes. O zoológico era uma atração conhecida em que os turistas poderiam posar para fotos com filhotes e tigres adultos.
Há entretanto projetos da Save Elephant Foundation, em Chiang Mai, onde os animais vivem livres, é possível visitar e é proibido montar nos elefantes.

Prostituição

Conforme já mencionado, existem diversos golpes aplicados em locais que envolvem prostituição, que é atividade ilegal na Tailândia; as casas de prostituição são mascaradas na forma de bares ou casas de massagem, mas parecem estarem imunes às leis.
Incentivar o turismo sexual acaba também incentivando de certa maneira a prostituição infantil (exatamente como ocorre em regiões do nordeste do Brasil) assim como o tráfico de seres humanos.
Muitas crianças acabam encontrando a prostituição como única alternativa a ter o mínimo para sua subsistência e de sua família. Na Tailândia muitos meninos realizam a cirurgia de mudança de sexo (país referência para este tipo de cirurgia) e passam a “competir” nas ruas, bares e boates pela atenção dos turistas.
Em Patong (Phuket), especialmente no caso de grupos de homens ou para homens solteiros, é difícil caminhar sem ser abordado, seja a qualquer hora do dia.

Mulheres Girafa (mulheres Kayan) 

São refugiadas do sul do Myanmar em razão de conflito étnico. As mulheres da etnia Kayan, por não se sabe exatamente a razão, têm como tradição tentar alongar o pescoço.
Provavelmente você já viu alguma foto delas, com argolas no pescoço, que na verdade estão comprimindo a clavícula, afundando a caixa toráxica.
Atualmente, estas mulheres permanecem utilizando estas argolas desde crianças, pois visita-las acabou se tornando uma atração turística e com isso muitas destas mulheres passaram a serem exploradas também.
Por serem tão exóticas, as mulheres Kayan acabam ficando confinadas nas pequenas vilas onde vivem e caso decidam tirar as argolas, param de receber ajuda de custo do governo tailandês.

Barco tradicional em Koh PhiPhi

10. INTERNET

Na Tailândia nunca tive problemas com a conexão à internet e nunca comprei chip com internet ilimitada. Os restaurantes normalmente oferecem wifi bom, rápido e gratuito, assim como os hostels/hotéis, algumas lojas e meios de transporte.
Para quem tem muita dificuldade com o inglês é bom ter sempre internet disponível para consultar um tradutor.
Já para quem fala inglês (e não precisa ser fluente já que os tailandeses no geral também não são, mas todos conseguem falar o essencial) a internet disponível nos lugares já é suficiente para pesquisar alguma coisa e dar notícias aos familiares e amigos.
Se você decidir ter sempre internet à disposição e não precisa ficar 24 horas por dia online, a opção de comprar um chip tailandês, e não um chip internacional já aqui no Brasil, talvez seja mais adequada.
Contratar um pacote de dados 3G ainda aqui no Brasil normalmente tem preços fixados em dólar e não são tão baratos. Já na Tailândia (assim como em outros tantos lugares) é possível já no aeroporto comprar um chip de internet e vai ser muito mais barato do que um chip internacional adquirido no Brasil, o único contra é que se você for para outros países terá que comprar um chip para cada país (mas ainda assim acredito que o preço final de todos os chips compense o preço de um chip internacional comprado aqui para utilizar fora do país).
Na Tailândia os preços são tabelados e não há diferença entre comprar na loja do aeroporto ou fora dele, até no 7 eleven vendem chip de internet.

Maya Bay, em janeiro de 2017

Maya Bay, em janeiro de 2017

E ai gostaram das dicas?

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