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Atacama – Valle de la Luna

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O Valle de la Luna é um dos “passeios obrigatórios” do Atacama. E não é para menos, a incrível paisagem é muito diferente de tudo que vemos no Brasil, é uma paisagem desértica de tirar o fôlego! E realmente temos a impressão de estarmos andando sob a superfície lunar.

Nossa colunista Letícia Ribeiro esteve na região e conta um pouco mais sobre o lugar:

Uma das histórias interessantes contadas pelos guias de lá é de que, há muitos séculos atrás, aquele vale de origem vulcânica já foi um mar. A prova disso seria um fóssil de caracol que foi encontrado por arqueólogos ali mesmo no Valle de la Luna, e inclusive esse famoso caracol foi o que deu nome à rua principal de San Pedro de Atacama, a movimentada Caracoles.

O Valle é bem próximo de San Pedro, cerca de 10 minutos de van.

Após entrarmos na reserva sob quatro rodas, passamos a caminhar numa região chamada de Anfiteatro. Esse nome é dado por conta dos grandes paredões rochosos.

Seguimos o passeio para as “Três Marias”, formações rochosas que lembram a silhueta de três mulheres. Esse ponto foi, por muito tempo, região de extração de sal, e hoje é preservada para manter-se a natureza o mais intacta possível. Nesse ponto, além de todo Valle, venta muito, então uma dica é garantir um lenço para proteger a região do nariz e boca, e óculos escuros para os olhos. É bom levar também chapéu ou boné que possa ficar bem preso à cabeça, ou o vento pode levar embora… Eu quase perdi meu boné!

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Após esses pontos, entramos mais um pouco no Valle de van e seguimos a pé para a grande duna. A caminhada é de cerca de 15 minutos em areia fofa, ou seja, ou trecho de maior dificuldade, agravado pela altitude. Mesmo sendo o trecho mais complicado desse passeio, era sempre possível ver por ali famílias com crianças pequenas, idosos, e todo tipo de pessoa, uma das coisas mais fascinantes sobre o Atacama. Nada é empecilho para conhecer um lugar incrível assim!

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Após uma caminhada cansativa e regata a muita água, chegamos no topo da grande duna, onde se concentra o maior número de turistas e a vista é simplesmente deslumbrante. O topo da duna é extenso, então é possível caminhar um pouco sobre o lugar e apreciar diversos ângulos da paisagem.

O destino final dentro do Valle de la Luna são as grutas de sal. Formações rochosas cheias de saliências e cavernas nos aguardam a frente, enquanto esperamos a fila de turistas que acaba se formando. Isso acontece porque é permitido que passe um número limitado de pessoas por vez. A essa hora já era possível imaginar que as grutas poderiam ser estreitas e nosso guia até alertou o grupo em caso de claustrofobia. A animação se misturou com curiosidade e receio e seguimos em frente!

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As grutas começam mais amplas e com muita iluminação entrando, os desenhos do sal cristalizado nas paredes é belíssimo. Vamos caminhando até o ponto de as cavernas irem se fechando cada vez mais, e depois de uns 10 minutos de caminhada, atingimos o ponto mais critico – um trecho curto onde os visitantes devem passar agachados. Logo depois o trecho melhora e vem aquela sensação boa de ver, literalmente a luz no fim do túnel. Rochas sinuosas por todos os lados nos encantam enquanto tomamos cuidado com o terreno acidentado, até finalmente sairmos por cima da gruta, com uma vista linda pincelada pelas cores quentes da golden hour no Atacama.

Ao final do passeio fomos até a Pedra do Coiote para apreciar um belíssimo por do sol. Foi emocionante.

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Via Letícia Ribeiro

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