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Dicas de saúde – A importância dos Cuidados Paliativos

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Tema dos eventos do Hospital Santa Paula no último mês, a coluna de saúde de hoje aqui do LeBlog fala sobre os Cuidados Paliativos. O que é, como é feito e para quem é recomendado.

O conceito de Cuidados Paliativos consiste na qualidade e não na duração da vida. É uma assistência humana e compassiva para as pessoas nas últimas fases de uma doença incurável, de modo que elas possam viver o mais confortavelmente possível.
O conceito de cuidados paliativos Esse conceito está se ampliando. Antes, o tratamento era entendido como um acompanhamento quando o paciente não tinha alternativa de cura, agora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o monitoramento das necessidades do paciente e o acolhimento à sua família devem ser feitos a partir do diagnóstico como parte de uma necessidade humanitária e urgente para pessoas com doenças graves.
No Brasil, essas terapias ainda são realidade para poucos. Segundo um estudo da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), há só 177 equipes registradas nos 2,5 mil hospitais brasileiros com mais de 50 leitos.
No Hospital Santa Paula, referência em atendimento de alta complexidade na zona sul da capital paulistana, as ações incluem medidas terapêuticas para o controle dos sintomas físicos, intervenções psicoterapêuticas e apoio espiritual ao paciente que demanda um ritual de fé. Para os familiares, as ações se dividem entre apoio social e psicológico, além de abordagens frequentes sobre o enfrentamento da finitude e luto.
“A área de cuidados paliativos atua no Conceito de Dor Total do indivíduo. Isso contempla as dores física, emocional, social e/ou espiritual. O papel da equipe de cuidados paliativos é assegurar que o paciente passe por este processo da forma menos dolorosa possível, de forma digna e cuidadosa. Isso pode ser desde um paciente em fase final de vida até uma pessoa que não corra risco de morte, mas que enfrente um sofrimento intenso advindo do tratamento ou tenha sua qualidade de vida comprometida”, explica a médica paliativista Milena Reis, líder da área no Hospital Santa Paula.

Uma pessoa que sofre um acidente de carro e tem as pernas amputadas pode não correr risco de morte, mas passa por um período de sofrimento que desestabiliza todas as áreas da vida. A equipe de cuidados paliativos tem um papel fundamental na melhora da qualidade de vida deste paciente, tanto no aspecto físico como no psicológico, no qual o indivíduo precisa lidar com mudanças profundas e dolorosas.

A cantora Aretha Franklin, que faleceu em agosto deste ano, é um exemplo de paciente que recebeu cuidados paliativos ao longo do tratamento da grave doença. Ela foi diagnosticada em 2010 com um câncer de pâncreas neuroendócrino em estágio avançado, um tipo de tumor raro, que evolui lentamente, difícil de ser diagnosticado. Os cuidados, enfocando a qualidade de vida da paciente, e não necessariamente no tempo, ofereceram assistência para Aretha e a família, que sofria com uma doença incurável e tornaram mais leve o período.

O cuidado paliativo trabalha com a afirmação da vida e trata a morte como um evento natural. O objetivo é não acelerar ou retardar este momento, mas oferecer ao indivíduo uma morte digna, no local de sua preferência, auxiliando na resolução dos problemas concentrados no encerramento da vida e na identificação de seu legado. A equipe está apta a identificar as prioridades do paciente neste momento e enfatizar sua participação em atividades prazerosas, como passar um tempo com seu animalzinho de estimação mesmo quando internado, por exemplo.

Hospital Santa Paula  |  Av. Santo Amaro, 2468, Vila Olimpia, São Paulo.

Tel: 11 3040 8000

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