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Vale do Loire – Castelo de Chenonceau

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Um dos mais lindos castelos do Vale do Loire, o Castelo de Chenonceau é também conhecido como Castelo das Sete Damas. Isso se deve ao fato de que história está associada a sete mulheres de personalidade forte, dentre elas, duas que foram rainhas da França.

Exemplo máximo da arquitetura do Renascimento francês, Chenonceau é com certeza um lugar indispensável para que quem quiser visitar o Vale do Loire.

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Contemplar Chenonceau é vislumbrar uma harmonia perfeita entre a natureza – representada por água, ar e vegetação – com um conjunto arquitetônico inigualável e digno de admiração mundial. O castelo na forma como conhecemos hoje foi construído entre 1513 and 1517 por Thomas Bohier e acima de tudo sua esposa, Catherine Briçonnet.

O maravilhoso castelo Chenonceau que está sobre o rio Cher, foi o palco de intensas paixões protagonizadas por seus sucessivos proprietários, inexoravelmente pelo turbilhão de eventos que marcaram a história da França.

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Escolhido como residência real, o castelo se orgulha de seu destino incomum; foi construído, amado, administrado e protegido por mulheres notáveis. Diane de Poitiers, favorita do rei Henri II, foi quem ofereceu a Chenonceau um dos jardins mais espetaculares da época, além de ter deixado a marca de uma arquitetura única caracterizada pela famosa ponte sobre o rio Cher. Catarina de Médicis, viúva do rei, foi quem afastou Diane do castelo e mandou construir a galeria de dois andares, onde costumava organizar bailes suntuosos na época em que era regente. Louise de Lorraine, ao perder seu esposo Henri III, adotou o luto branco, como preconizava a etiqueta da corte e passou a se dedicar inteiramente à religião. Sua morte marcou o fim da presença da realeza no castelo de Chenonceau.

Outra personagem do Século das Luzes, Louise Dupin,  resgatou o brilho do castelo onde organizava  saraus frequentados por filósofos da época, entre os quais Montesquieu, Voltaire e Rousseau. Graças a sua presença de espírito o castelo escapou ileso das ameaças da Revolução Francesa.

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Em 1864, Marguerite Pelouze, originária da burguesia industrial, decidiu transformar o castelo e o parque no reflexo de sua ascensão social, dilapidando toda a sua fortuna para restaurá-lo. Mais tarde, Simone Menier, enfermeira chefe, administrou o hospital que mandara instalar, graças ao apoio pecuniário de sua família, nas duas galerias do castelo – onde mais de 2 mil feridos de guerra foram tratados até 1918. 

O Chenonceau abriga extraordinárias coleções de mobílias, tapeçaria e pinturas. São obras de Rubens, Primaticcio, Tintoretto, Corregio, Van Loo, Murillo, Clouet, Sassoferrato, Andrea del Sarto, Ribalta, Nattier, Veronese, Poussin, Van Dyck, Bassano, Zurbaran e outros.

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O restaurante gastronômico do Château é o L’Orangerie  é comandado por Christophe Canati, treinado com Georges Blanc, Bernard Loiseau e Eric Briffard. É um apaixonado pela região e utiliza produtos sazonais frescos, muitos deles colhidos na horta do castelo “Le Potager des Fleurs”.

L'Orangerie

L’Orangerie

Um espaço encantador comandado por Nicholas Tomlan, (gerente botânico do castelo) e por Jean François Boucher (florista do castelo), onde são produzidas mais de cem variedades de flores, que são cuidadosamente selecionadas para decorar os quartos e salões do castelo. Os visitantes interessados podem conhecer o ateliê floral situado no pátio da fazenda – um extraordinário conjunto arquitetônico do século XVI. No ateliê, os floristas criam variados buquês utilizando temas diferentes para cada estação.

Le Potager des Fleurs

Le Potager des Fleurs

Obra-prima da Renascença, Chenonceau inspirou-se diretamente na Ponte Vecchio de Florença. Graças ao papel preponderante desempenhado pelas “Damas”, a marca feminina está presente nos mínimos detalhes. Podemos ver os lindos jardins dedicados especialmente à Catarina de Médicis e à Diane de Poitiers. Os dois são muito graciosos e delicados se estendendo desde o Jardim Verde, projetado por Bernard Palissy, até o labirinto italiano.

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Quando ir

A região pode se visitada durante todo o ano. A temperatura média anual nas cidades dos Loire é de cerca de 10ºC, com médias que variam entre 18ºC, no verão, e 4ºC, no inverno. No verão, de março a outubro a paisagem é mais bonita e movimentada, com muitos eventos culturais com dias mais longos e os châteaux ficam abertos por mais tempo, enquanto, no inverno é mais calmo e muitas atrações têm horários limitados e os châteaux fecham mais cedo.

Todos os dias de julho e agosto, das 21h30 às 23h30 acontece o Passeio Noturno muito poético que percorre os jardins iluminados ao som da música de Arcangelo Corelli, mestre do classicismo italiano.

Tarifas

Adulto 13 euros / estudantes de 18 a 27 anos 10 euros / crianças de 7 a 18 anos 10 euros / crianças com menos de 7 anos gratuito.

Tarifa com áudio guia:

Disponível em 11 idiomas e duas verões, de 45 ou 60 minutos. Adulto 17,50 euros / estudantes de 18 a 27 anos 14 euros / crianças de 7 a 18 anos 14 euros / crianças com menos de 7 anos gratuito.

Preços especiais para grupos.

Localização

O Castelo de Chenonceau situa-se na Touraine, em Chenonceaux, à 214 km de Paris e 34 km de Tours.

O trajeto de carro pela autoestrada A10 (saída Blois ou Amboise) leva 2 horas, 1 hora e 40 minutos de T.G.V. a partir de Roissy Paris-Aeroporto de Roissy-CDG / St-Pierre-des-Corps, 1 hora de T.G.V. a partir de Paris Paris-Montparnasse /St-Pierre-des-Corps (Tours) e 25 minutos de TER a partir de Tours.

Château de Chenonceau, 37150 Chenonceaux, França

Tel + 33 (0)2 47 23 91 97

*O LeBlog visitou a região do Vale do Loire a convite da “Atout France” em parceria com a “Air France”.

A AirFrance opera voos diários entre São Paulo – Paris – São Paulo e Rio – Paris – Rio.

Para mais informações, visite o site do castelo.

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