Gastronomia LeBlog Entrevista

LeBlog entrevista: Marcelo Shoel

hotdog

Os irmãos gêmeos Marcelo e Samuel Shoel, junto com o amigo Rodrigo Moura, são os fundadores da The Dog Haüs. Primeira loja especializada em hot-dog de São Paulo.

O trio é responsável pelos sabores dos cachorros quentes, apesar de não serem chefs. As receitas são fruto de muita pesquisa feita em viagens pelo mundo. Sempre atrás do ingrediente perfeito.

A marca, inaugurada em 2013, já conta com três lojas. Uma no Itaim e as outras duas nas praças de alimentação dos shoppings JK e Market Place.

Mas o plano de expansão está só no começo. Eles pretendem, através de franquias, expandir seus negócios para outros estados brasileiros e vão inaugurara o Empório do Cachorro Quente, onde o cliente pode comprar todos os ingredientes, desde o pão até os molhos e claro as salsichas e montar seu hot-dog, de qualidade, em casa.

Confira a seguir, o bate papo que o LeBlog bateu com Marcelo.

Você e seus sócios foram pioneiros em abrir um restaurante especializado em hot-dog “gourmet” em São Paulo. Como surgiu a idéia?

A idéia surgiu junto com meu irmão gêmeo, Samuel. Sempre gostamos desse lance de comida e tal. Quando estávamos morando no Canadá a idéia foi amadurecendo. Voltamos ao Brasil e abrimos a The Dog Haüs, uma loja especializada em cachorro quente, algo que ainda não existia na cidade.

Qual é a diferença entre um hot-dog gourmet e o normal?

Não gostamos de ser chamados de gourmet. Gostamos de ser reconhecidos por um trabalho de excelência, mas não somos gourmet.

Na hora de criar os sabores, o que vale é a imaginação ou vocês tem um chef por trás das receitas?

Nós mesmos criamos os sabores. Uma coisa ou outra entrou no cardápio por sugestão de clientes e amigos, mas 90% do menu foi desenvolvido por nós com as pesquisas de sabores e ingredientes que fizemos em viagens pelo mundo.

Vocês fabricam suas próprias salsichas?

As salsichas que usamos são feitas pela Tosello exclusivamente para a The Dog Haüs. São desenvolvidas com a nossa supervisão e palpites nos sabores e tamanhos. Em breve, as salsichas, os pães e os molhos que usamos em nossos sanduíches poderão ser comprados no Empório do Cachorro Quente, que estamos montando.

Quais os ingredientes que fazem mais sucesso entre os clientes?

Por se tratar de cachorro quente, os ingredientes que fazem mais sucesso são os que harmonizam com o sanduíche. Uma bela mostarda condimentada com mel e bacon, um belo picles de pepino, que no Brasil não é tão comum como nos hot-dogs de fora, mas fica uma delícia. Um chucrute também vai muito bem com a carne de porco da salsicha.

Já fizeram um hot-dog inspirado no Brasil?

Já sim, essa semana inclusive. Levava pão francês, purê de batata, vinagrete e uma salsicha bovina que temos na casa, regada com molho de tomate e cebolas, praticamente o cachorro quente tradicional dos brasileiros. Mas nosso negócio são os hot-dogs americanos e alemães.

Quanto as meninas que fazem dieta, vocês desenvolveram uma versão light do lanchinho?

A mulherada está indo em peso comer hot- dog. Usamos um pão bem leve e uma salsicha de qualidade, com certeza acaba sendo uma escolha muito mais saudável que o hambúrguer, quando bate aquela vontade de comer algo mais calórico. Umas acabam pedindo o segundo e até o terceiro, mas o que é bom não pode maneirar. (risos)

Por enquanto a marca só existe em SP. Pretendem expandir os negócios para outros estados?

Hoje nós temos três lojas. A do Itaim, a do Shopping JK e a do Market Place. Nossa idéia é sim expandir a marca por meio de franquias, mas com muita calma. Queremos a marca bem redonda antes de dar esse passo. Acho que o Brasil inteiro merece comer um hot-dog de qualidade.

Pretendem abrir um food truck?

Estamos com o projeto de dois food trucks. Um de corn dog e limonada, receita que aprendemos em Chicago. E o outro será o The Dog Haüs, focado em baguetes. /SP