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Essa é mais uma vinícola muito especial. Já havia contado um pouco aqui no LeBlog sobre os vinhos Georges Duboeuf quando o conheci em um evento em São Paulo.

A convite da Interfood tive o privilégio de ir conhecer a vinícola pessoalmente na Borgonha e foi uma experiência maravilhosa poder apreender um pouco mais sobre este grande produtor.

Foi em setembro de 1964 que Georges Duboeuf criou a “Les Vins Georges Duboeuf” revolucionando as práticas utilizadas na época através da aplicação de métodos tradicionais de seus antepassados: o respeito pelo terroir, o trabalho do enólogo, uma rigorosa seleção das uvas, acompanhamento dos vinhos no momento do engarrafamento e acima de tudo, a busca contínua de alta qualidade com processos limpos de engarrafamento.

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Viajando pelo mundo para conhecer os vinhos de cada produtor selecionado, Georges tornou-se praticamente o embaixador da região. Até hoje, mantem-se fiel à sua missão de oferecer vinhos de qualidade. Mantendo com os produtores de vinho relações estreitas, ele exerce a sua atividade com paixão e desejo constante de compartilhar o melhor de Beaujolais.
Os anos 80 marcaram o início desta aventura com a chegada do Beaujolais na América do Norte, Austrália e Japão.

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Em 1993, Georges abriu o primeiro parque dedicado às vinhas e vinhos. O Le Hameau du Vin, que é um parque temático muito interessante que leva os visitantes através de 2.000 anos de história de cultura dos vinhedos, com uma coleção de objetos raros da família e atividades interativas bem diferentes. Os visitantes mergulham no universo dos vinhos, aprendem e se encantam com toda a história que é apresentada de uma maneira criativa com muitas fotos, videos e cenas da época.

Os entusiastas do vinho podem explorar a estação de trem Romanèche-Thorins que está remontada na entrada da vinícola. Uma caminhada no Jardim do Beaujolais é uma oportunidade para descobrir uma boa variedades de aromas de flores, de árvores frutíferas e de especiarias que adicionam ricos sabores nos vinhos.

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Há também visitas ao centro de vinificação, inaugurado em 2003, que revela os segredos da vinificação e técnicas tradicionais.

Fizemos uma visita as caves seguida de degustação. Foi uma experiência maravilhosa poder provar e comparar os sabores e aromas dos vinhos após o envelhecimento e discutir diretamente com os enólogos mais experientes da vinícola.

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Clique aqui para ver mais dicas da Borgonha.

Les Vins Georges Duboeuf | 208 rue de Lancié, 71570 Romanèche-Thorins.

Tel + (33) 3 85 35 34 20

Outra vinícola que tive o prazer de conhecer na minha viagem por Champagne e Borgonha com a Interfood foi a Maison de Olivier Leflaive, mundialmente reconhecido como um dos melhores viticultores e enólogos do mundo.

A família Leflaive produz vinhos desde 1635 e Olivier faz parte da 18 geração.

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Quando Olivier começou, grande parte de suas compras eram de vinho em seu processo final, pois ele não tinha o equipamento necessário para comprar uvas ou mosto (suco de uva não-fermentado). Gradualmente, essa porção baixou e hoje 95% das aquisições são em uvas ou mosto, significando melhor controle do processo. O objetivo é continuamente melhorar a qualidade através de investimentos nos aparatos de produção. Grande parte da colheita (40 hectares) é feita manualmente, o que resulta em vinhos de maior qualidade e sabor.

As vinhas estão localizadas na região da Borgonha na França e ocupam cerca de 120 hectares sendo 17 próprios, a maioria para vinhos brancos, em três prestigiosos vilarejos: Puligny-Montrachet, Chassagne-Montrachet e Meursault, além de Chablis e Côte Chalonnaise.

Membros do time de Olivier realizam visitas regulares às vinícolas durante o ano, acompanhados de agentes de segurança e enólogos, o que oferece boas oportunidades para trocas de ideias, discussões e valiosas observações.

A missão diária da equipe é produzir uvas de alto padrão, o que envolve sustentabilidade, apoio aos viticultores e uso de técnicas orgânicas e biodinâmicas. A especialidade da vinícola são os vinhos brancos muito famosos e bem conceituados, como o Batard Montrachet.

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Fizemos uma visita à cave acompanhados por Frank, um dos enólogos da equipe Leflaive seguida de uma degustação com 12 vinhos da casa.

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Frank compartilhou histórias sobre vinhedos, terroir, minerais, vinhos biodinâmicos, uvas brancas e tintas em um papo muito descontraído e agradável.

Depois disso o próprio Olivier Leflaive nos acompanhou na continuação da visita às caves.

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De lá seguimos para o restaurante de Olivier Leflaive que fica anexo à vinícola, onde tivemos a oportunidade de novamente provar os vinhos produzidos pela casa, desta vez  harmonizados com pratos tradicionais muito bem executados.

O Hotel Maison d’Olivier Leflaive fica bem perto dali, também no prestigioso vilarejo-vinícola de Puligny-Montrachet em um charmoso prédio do século XVII, a apenas 15 minutos de carro da estação de trem de Beaune. O Hotel se caracteriza pela sua autenticidade, conforto e tranquilidade, oferecendo 11 quartos e duas suítes com terraços privativos. A decoração é um mix de tradição e modernidade, feita justamente para que os hóspedes se sentam em casa. Foi assinada pela irmã de Olivier, Carole Laflaive.

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É o destino perfeito para os amantes da arte de fazer vinhos além de ser uma ótima oportunidade para desbravar o interior da França e curtir uma viagem que vai muito além da Torre Eiffel!

Clique aqui para ver mais dicas da Borgonha.

Maison d’Olivier Lefraive  |  Place du Monument, 21190 Puligny-Montrachet, França.

Tel +33 3 80 21 95 27

Neste mês participei de uma viagem maravilhosa pela região da Borgonha e Champagne a convite da Interfood onde conheci diversas caves, vinícolas e vinhedos muito interessantes que vou compartilhar aqui no LeBlog.

Nossa primeira visita foi a Chablis, sub região da Borgonha. Aqui a produção é dedicada ao vinho Chablis, o branco mais conhecido do mundo. Foi uma alegria imensa estar na região onde se produz vinhos brancos de excelência.

Chablis, para quem não conhece está na metade do caminho entre Paris e Beaune e forma o portal para os tesouros dos vinhos da Borgonha.

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A área de produção , localizada nos dois lados do rio Serein, cobrem 5.500 hectares divididos em 20 vilarejos. A La Chablisienne possui 300 associados que juntos representam cerca de 25% da produção da região. Esta Cooperativa apesar de produzir grandes volumes conta com vinhos de excelente qualidade.

Desde 1923, eles tem cultivado e produzido vinhos de sabor incrível. O resultado é fruto de uma combinação fantástica entre o clima, exposição dos vinhedos em relação ao sol e idade da vinhas. Este conjunto de fatores faz com que tenhamos um vinho que arrepia e nos emociona com notas de frutas cítrica, flores brancas e principalmente notas minerais . Esses aromas são devido ao solo da região ser em partes de Kimmeridge (tipo de pedra calcária), Argila e principalmente de ostra fóssil. Essa tipicidade de solo é herança de 150 milhões de anos atrás, quando essa área era coberta pelo mar.

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A produção total alcança 25 milhões de litros por ano. A região é a primeira em produção de vinhos na Borgonha.

Os vinhos são elaborados exclusivamente com a variedade Chardonnay, que encontra no solo de Chablis os nutrientes essenciais para seu desenvolvimento.

A La Chablisienne para obter seus vinhos com qualidade de excelência conta com a harmonia entre o crescimento das vinhas e uvas nos campos, a consultoria técnica e o toque do viticultor.

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No dia da visita tivemos o prazer de ser recepcionados por Hervé Tucki –  embaixador da vinícola e um grande conhecedor de vinhos da Borgonha. Visitamos vinhedos das 4 apelações de Chablis: Petit Chablis, Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru. Foi uma experiência muito enriquecedora que nos fez perceber as nuances e complexidade dos seus vinhos.

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Após o passeio pelos vinhedos foi hora de partir para a prática e degustamos 12 vinhos selecionados por Hervé para notar as diferenças entre safras e apelações.

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Aqui algumas exigências da La Chablisienne para garantir a alta qualidade da sua produção:

-Provas e análises sistemáticas, priorizando uma rigorosa seleção;

-Evitar abordagens rápidas, para que toda decisão técnica possa ter fundamento e adaptação para cada vinho;

-Degustação como principal ferramenta;

-Escolhas na vinificação de acordo com cada terroir;

-Vinificação e amadurecimento realizados em tanques de inox e em barris de carvalho altamente selecionados;

-Totalidade de produção de cada vinho engarrafada ao mesmo tempo.

Santé!!!

Clique aqui para ver mais dicas da Borgonha!

Acabei de chegar de uma viagem belíssima pela França e seus lindos vinhedos de Champagne e Bourgogne e aqui vai a primeira dica para quem gosta de uma boa gastronomia francesa tradicional em um ambiente despojado típico de bistrô.

O restaurante Café du Palais tem este nome por estar bem em frente ao Palácio da Justiça em Reims. Sob o comando da 4 geração da mesma família tem muita historia para contar.

A história começou com Louis Millet, o filho mais novo de uma família de fazendeiros em Auvergne, que foi para Paris para fazer a vida nos anos 1920. Depois de tentar, sem sucesso, ser um taxista, ele comprou um café, o “Tout va mieux” na rua “Mont d’Arène”. Jeanne, sua esposa, entendeu rapidamente que o sucesso para um bom negócio esava na localização, portanto em 1930 eles compraram o “Cafe du Grand Théatre”, localizado no centro da cidade, e o renomearam para “Café du Palais”.

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O negócio estava indo bem e atraindo toda a sociedade de Reims. Jeanne passou da caixa registradora para o comando do Palais com a morte prematura de Louis. Os anos se passaram, e o neto de Jeanne, Jean-Louis, começou a se interessar pela profissão de Catering, participando de um hotel e escola na área em Paris por três anos. Em 1960, ele foi para Londres como trainee em um hotel de luxo, onde conheceu Annick, uma estudante de linguas. Em 1965, Jeanne transferiu os negócios para as mãos do neto. Pouco a pouco, seguindo suas paixões por pintura, teatro e jazz, Jean-Louis redecorou o Café du Palais, usando elementos kitsch da sala de estar de sua avó, bancos antigos do café comprado por seus avós, quadros de diversos artistas, e muitos outros elementos.

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No teto, um vitral estilo Art Déco de 1928 dá o toque da Belle Epoque ao lugar. Atualmente, algumas cores usadas no vitral são tão raras que não podem mais ser encontradas. Centenas de objetos são expostos evocando os inúmeros eventos que o Palais abrigou: concertos de Jazz, desfiles de moda, e projeções de filmes de Georges Mélies.

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O cardápio é enxuto e tem uma boa parte dedicada para os vinhos e champanhes.
O Confit de Canard (foto) é o carro chefe da casa e pratos como o Riz de Veau e o Tagliatelli com Escargots e Cogumelos também fazem muito sucesso.

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Tudo é muito bem feito, os pratos são caprichados e os ingredientes são frescos.

As sobremesas também são um capítulo a parte. Elas são apresentadas aos clientes em um carrinho no centro do salão. Destaque especial para a torta de maçã.

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Há também um menu especial para a tarde com opções de queijos, presuntos e terrines.

Para mais informações, acesse o site – Fazer reserva!

Reims fica a somente 45 minutos de Paris via TGV.

* Esta viagem pela região da Bourgogne e Champagne o LeBlog fez a convite da Interfood.

Café du Palais  |  14, Place Myron Herrick, 51100, Reims. +33 3 26 47 52 54