Bem Estar

Cada vez mais presente em diversas culturas e filosóficas, as práticas de mindfulness têm sido integradas cada vez mais na psicologia e medicina.

Trata-se de um estado mental baseado na experiência direta do momento presente, com consciência plena, atitude aberta e não-julgadora a cada instante.
Vários estudos comprovam a eficácia do mindfulness para a promoção da saúde,
incluindo pessoas com diagnósticos de câncer, ansiedade, depressão, dor crônica,
cardiopatias e transtornos relacionados ao estresse.

Para a coordenadora do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula, Renata
Simm, o assunto tem ganhado cada vez mais visibilidade nos congressos de
neurologia por atuar como um elemento coadjuvante na prevenção e tratamento de
pacientes com transtornos de ansiedade, estresse e depressão.
“Estudos recentes mostram que os programas de mindfulness são eficazes na
regulação emocional, fazendo com que as pessoas lidem melhor com seus
sentimentos e emoções. Os resultados apontam para a melhora de diversos quadros
associados a esses problemas como a qualidade do sono, dificuldades interpessoais,
transtornos alimentares, entre outros. Cientificamente também tem se mostrado eficiente como coadjuvante no tratamento de problemas orgânicos, como cardiopatias e alergias”,
explica a neurologista.

Já o mindful eating é a prática da técnica de mindfulness adaptada ao momento das
refeições. O propósito é estar atento ao que se come utilizando todos os sentidos, não
apenas o paladar, para aumentar a consciência da escolha de cada alimento.
Nesta prática, o ideal é que a pessoa faça as refeições sem interrupções (TV’s, rádios,
smartphones, etc) e preste atenção em cada alimento, cada degustação, cada cheiro.
Para os especialistas, o mindful eating promove o autocuidado e a consciência do
momento presente, verificando a experiência atual, desejos, fome física e saciedade
reconhecendo cada experiência alimentar como única.

“A compreensão que temos do mundo é sempre mediada pelo cérebro, portanto,
olhos, boca, ouvidos, nariz e pele são ferramentas na construção da realidade.
Aromas, sons, texturas, tudo é objeto de reflexão. A relação entre essas sensações
passa obrigatoriamente pela memória. É ela que vai classificar e registrar as vivências
como boas ou más lembranças. É por isso que quando vemos um determinado
alimento ou sentimos seu cheiro nosso cérebro reage com a famosa sensação de
água na boca ou um arrepio de aversão”, explica Renata.

Vale a pena pesquisar mais sobre o assunto e colocar em prática essa “atenção plena” que vez transformando a vida de tantas pessoas.

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